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Viver em Portugal

Hoje mostro algumas imagens e links de referências para vossa consideração.





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Polícias e militares. Contra a austeridade marchar, marchar

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Comparemos:

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Revoluções (já) não se fazem com cravos.
(o 25 de Abril já foi há muito tempo e amaior parte dos principais políticos nele "envolvidos" levaram-nos onde nos encontramos hoje):


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"Vamos cortar nos salários":


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Onde se arranja um tacho destes!?



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 "Não batam mais no ceguinho"

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Mais uma "notícia" - http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=577947 - para um ministro das finaças não saber fazer contas é inétido. Um PM não saber ainda vá...
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A rede social FB não é estranha já ao incite a protestos, e já tem sido uma grande ferramenta de alerta (para ambos lados). Aqui está uma mensagem bastante detalhada, digna até de discurso. Mas quantos de nós já não ouvimos estas mesmas paalvras vezes sem conta de diferentes intervenientes na política nacional? Leiam e tirem as vossas próprias conclusões:
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o Evento ao qual pertence.
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Poucos exemplos, e muito em falta. Isto foram apenas "descobertas" durante uma pequena navegação pós-almoço, e são precisos mais.
Quem tiver mais para pôr pf enviem-me para o meu mail (via perfil) os links, as imagens, os vídeos, o que for, e eu acrescento ao post. Partilhem o link, o que fôr. Vamos ver quantos exemplos vergonhosos conseguimos juntar.

Apelo do Dr. Rath às pessoas da Alemanha, da Europa e de todo mundo, Ber...



Parece um pouco de teoria da conspiração, mas nonetheless faz pensar em coisas que já viajam há muito na mente de alguns.

Universidades admitem punir os estudantes mais pobres

As universidades tinham duas opções: exigir ao governo regras justas de igualdade no acesso ao ensino ou institucionalizar uma perseguição policial aos estudantes mais pobres. Parece que vão escolher a segunda.

Fonte 

Cada vez melhor...

Donos de Portugal

Donos de Portugal on Vimeo.


Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico. 
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base. Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.



Um documentário que parece ser deveras interessante. Vamos esperar por mais notícias e ver como sai o resultado final, e se terá tido influências dos powers that be na sua edição, ou se veremos uma versão pública e um director's cut distribuído no submundo.

ACTUALIZAÇÃO:
http://www.donosdeportugal.net/


irreal, isto deu na RTP2 às quinhentas da manhã!!!



A greve 22 e os confrontos



"Os incidentes de hoje à tarde na baixa de Lisboa aconteceram entre manifestantes da Plataforma 15 de Outubro e a polícia. Um fotógrafo da Agência Lusa foi agredido. Foi levado para o Hospital de S. José com vários ferimentos na cabeça. Também a jornalista da Agência France Press Patrícia Melo Moreira foi agredida – e relata o que aconteceu."

A sério que não se percebe isto. Não estive lá, mas já me foi dito por quem lá esteve que mais uma vez foi uma atitude completamente fora do normal por parte das forças de segurança no local.

Actualização:

Vídeos do q se passou previamente:

https://www.facebook.com/photo.php?v=392604210750687
https://www.facebook.com/photo.php?v=316597478403416
http://expresso.sapo.pt/as-imagens-que-antecederam-a-carga-policial=f714083 (uma montagem. Pergunto-me como é que O Expresso usa algo como isto e dá como notícia)

Actualização:

Um relato de um dos jornalistas feridos - http://jsgphoto.blogspot.pt/2012/03/22-de-marco.html

Excerpto:
Por mais absurdo que possa ser o comunicado da PSP que refere que nós jornalistas devemos estar atrás da linha policial (provavelmente para apanhar a cara de quem leva e não a de quem bate, como diz o Francisco Paraíso hoje no CM), foi exactamente isso que eu tentei fazer porque me vi numa situação em que iria ser apanhado no meio da confusão sem sítio para escapar. Andei na direcção deles a dizer que era jornalista em voz alta e fiz sinal para que me deixassem passar para trás da linha que estavam a fazer e foi aí que me bateram pela primeira vez na cabeça e caí ao chão. O resto as imagens mostram como foi, sendo o resultado dois cortes na cabeça, 6 pontos, ombro, costas e joelhos amassados mas acima de tudo uma sensação de medo e impotência perante tudo o que estava a acontecer. A cara do polícia que me bateu era de raiva, até a língua estava a morder. Repeti não sei quantas vezes que era jornalista em pânico e nem assim ele parou, ainda deu com mais força. 

SOPA e PIPA

Em inglês mas acho q vale muito a pena ler e divulgar o mais possível.



You may have heard about two bills currently being debated in Congress: the misleadingly named Stop Online Piracy Act (or SOPA for short) and Protect IP Act (PIPA). We’re encouraged by the White House’s recent statement refusing to support parts of this legislation that inhibit innovation and take too broad strokes against website owners, but the legislation has not yet been reversed.
To spread the word, we’re including this blog post and a collection of content about SOPA and PIPA in every Stumbler’s stream and encouraging Internet users like you to contact their Members of Congress and tell them to not support these bills.
SOPA, which is currently being considered in the House, purports to protect “prosperity, creativity, entrepreneurship, and innovation by combating the theft of U.S. property.” But this bill, along with the Senate version called PIPA that’s being put up for a vote on January 24, would likely destroy much creativity fostered by the Internet. It could cripple not only StumbleUpon but also other companies that direct users to fantastic content and user-created material. That’s why we’re standing with Google, YouTube, Facebook, Yahoo, Twitter, Vimeo, Reddit, and many other companies and organizations in opposing this legislation. We believe the future of the Internet depends on this protest.
We at StumbleUpon know our service is only as good as the content available for us to recommend, and that means it’s critical for us that there be a vibrant ecosystem of original content. Thus, protecting artists, musicians, filmmakers and others who contribute to this ecosystem is vital. But we think SOPA takes an overbroad and destructive approach to addressing this problem.
PROTECT IP / SOPA Breaks The Internet from Fight for the Future on Vimeo.
The key problems with SOPA and PIPA, among many, is that these laws would place the burden of proof disproportionately on the alleged copyright violator, who could be anyone from a corporation to a brand new blogger, and introduce the potential for censorship on a federal level.

THE BURDEN OF PROOF PROBLEM

Under SOPA, copyright holders can simply send a notice alleging copyright infringement to payment processors, ad services and hosting providers that many of the most heavily trafficked web sites rely on, who in turn would have five days to suspend their services to the offending sites. Because the mandated response time will prevent these service providers from investigating the legitimacy of any such claim or fine-tuning their response to the allegedly offending page(s), and because these proposed laws would grant legal immunity (for example, from claims of business damage) to these service providers even if the original accusation turns out to be incorrect, they will likely shut off services to entire web sites altogether, effectively shutting down entire business operations. All of this can be done without a judge finding a web site guilty of a crime and without giving that site sufficient time to address the issue themselves. This wouldn’t just be detrimental to large companies, but would likely keep resource-constrained startups from getting off the ground or taking the kinds of risks that lead to innovation and experimentation.
The burden of proof is thus very low for the copyright holder making the claim against a web site or blog. Simply put, the responsibility is shifted disproportionately to the accused without placing enough accountability on the accuser. That’s antithetical to our system of law.
SOPA also drastically penalizes site owners and users who may unknowingly recommend content that may violate copyright. The act removes the “safe harbor” provision that gives companies like StumbleUpon enough notice and time to take action against an individual violating copyright infringement laws. Under the Digital Millennium Copyright Act (DMCA), passed in 1998, copyright owners must notify a company of supposed infringement and give the company 30 days to investigate and have the content removed. This act is working and its safe harbor provisions have been recently validated by the courts. SOPA would mark a sharp change from this current law, where site owners are protected from civil liability if they take down the content immediately after being notified. What’s more, under SOPA, unauthorized streaming of copyrighted content would be considered a felony, with a maximum penalty of five years in prison. Site owners would be at risk even if they briefly and unknowingly hosted copyrighted content.

CENSORSHIP AND A STIFLED INTERNET

Additionally, the bills give the attorney general the power to create a blacklist of sites to be blocked by Internet service providers, search engines, payment services, and advertising networks without a court hearing or a trial. This creates a dangerous precedent of the government controlling what we can and can’t see on the Internet. Instead of being an open dialogue of ideas and an information superhighway, the Internet could become a slow-moving, over-censored and bland space, with site owners scrambling to find the resources to keep authorities from shutting down their businesses. This stifled Internet would never foster social revolutions in the Arab world or create the fertile grounds for businesses like StumbleUpon to grow. Frankly, SOPA and PIPA would create a relationship between the government and the technology world that’s a huge step closer to China’s Great Firewall, a nationwide system of censorship.
Below are excellent videos, articles, and web pages explaining the dangers of SOPA and PIPA. We’ll be promoting these and other pages on StumbleUpon over the next several days to better inform people of the dangers of this proposed legislation. We urge you to contact your Member of Congress to insist that he or she stop this damaging legislation today. Currently 80 Senators support SOPA – far more than oppose it.

Source - http://www.stumbleupon.com/blog/why-were-against-sopa-and-pipa

Aquilo que não passa no telejornal

Nigel Farage no parlamento europeu - Fracasso do euro.



Mais uma intervenção:

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro



Um tanto ou quanto longo, mas não mal de todo.

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro

por Myriam Zaluar a Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011 às 12:35

Exmo Senhor Primeiro Ministro



Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.



Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.



Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.



Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.



Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...



Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.



Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.



Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...



Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.



Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.



Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro



e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus



Myriam Zaluar, 19/12/2011

Um cidadão dos E.U.A. que acordou e disparou...


Um americano acordou... há esperança... talvez...

Tempo de ir às janelas e berrar: "I am mad as Hell, and I am not taking this anymore!!!"

Bastidores da campanha do PS!!


Isto fez-me rir xD

Mas calma, temos mais:


Terá carreira como comediante!? ou simplesmente será fuzilado?

Legislativas 2011

Ora publica-se aqui os programas, manifestos e compromissos que os partidos candidatos às eleições legislativas 2011 publicitaram.
  • BE - Compromisso eleitoral;
  • CDU - Compromissos para a mudança;
  • MEP - Programa eleitoral;
  • MPT - Programa político;
  • PAN - Programa político;
  • PNR - Programa eleitoral;
  • PS - Programa eleitoral;
  • PSD - Programa eleitoral;
  • PTP - Programa eleitoral.
Retirei estas informações do http://adduo.blogspot.com. Claro que para um maior detalhe convém ler mesmo os documentos no site de cada partido.

Portugalnomics


Começa bem, acaba lindamente.
Se isto não nos der o apoio dos filandeses para o FMI...

Manifesto dos 74 Nascidos depois de 74



Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «r» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.


O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.


O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida.Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.


O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar e algum caminho, ainda que na penumbra, tem sido trilhado. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação, e estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista,esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.


Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta naimposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.


Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!


[assinam 74]

Voto antecipado


Chama-se a atenção dos alunos de qualquer estabelecimento de ensino para o teor dos ofícios da Direcção-Geral da Administração Interna e da Divisão de Administração Geral do Município do Funchal, respeitantes ao direito de voto antecipado. Mais informações disponíveis em http://www.dgai.mai.gov.pt/.

Para ser mais directo - http://www.dgai.mai.gov.pt/cms/files/conteudos/Folheto_voto_ant_estudantes(1).pdf

Extremamente simples não acham?

Mouseland


Uma pequena e leve mensagem sobre a democracia. Mais uma prova que o que se passava há 20, 30, 40, 50 e até 60 anos atrás hoje ainda continua.

Eutanásia

Um cientista trabalhou cerca de 30 anos na investigação de Raios-X. O seu corpo foi irremediavelmente afectado pela radiação e o seu maxilar, mão esquerda e vista estão comprometidos. Na sua mão direita já teve de amputar dois dedos. Prognóstico médico dá-lhe cerca de um ano de vida com sucessivas cirurgias dolorosas e tratamentos agressivos. A eutanásia é motivo de discussão a legal e ético a nível nacional, mas não é legal.

O cientista implora aos seus 3 irmãos mais novos que acabem com o seu sofrimento. O mais novo acaba por aceder e após vaguear pela cidade e ter bebido, dirige-se ao hospital, armado, e mata o irmão.

Se fizessem parte do júri no caso do irmão condenavam-no? Porquê?