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Falar inglês

Não é de minha autoria, mas tem bastante piada. Felizmente consegui ler o poema sem dificuldades, e até aprendi umas palavras novas eheh.

Dearest creature in creation,
Study English pronunciation.
I will teach you in my verse
Sounds like corpse, corps, horse, and worse.
I will keep you, Suzy, busy,
Make your head with heat grow dizzy.
Tear in eye, your dress will tear.
So shall I! Oh hear my prayer.
Just compare heart, beard, and heard,
Dies and diet, lord and word,
Sword and sward, retain and Britain.
(Mind the latter, how it’s written.)
Now I surely will not plague you
With such words as plaque and ague.
But be careful how you speak:
Say break and steak, but bleak and streak;
Cloven, oven, how and low,
Script, receipt, show, poem, and toe.
Hear me say, devoid of trickery,
Daughter, laughter, and Terpsichore,
Typhoid, measles, topsails, aisles,
Exiles, similes, and reviles;
Scholar, vicar, and cigar,
Solar, mica, war and far;
One, anemone, Balmoral,
Kitchen, lichen, laundry, laurel;
Gertrude, German, wind and mind,
Scene, Melpomene, mankind.
Billet does not rhyme with ballet,
Bouquet, wallet, mallet, chalet.
Blood and flood are not like food,
Nor is mould like should and would.
Viscous, viscount, load and broad,
Toward, to forward, to reward.
And your pronunciation’s OK
When you correctly say croquet,
Rounded, wounded, grieve and sieve,
Friend and fiend, alive and live.
Ivy, privy, famous; clamour
And enamour rhyme with hammer.
River, rival, tomb, bomb, comb,
Doll and roll and some and home.
Stranger does not rhyme with anger,
Neither does devour with clangour.
Souls but foul, haunt but aunt,
Font, front, wont, want, grand, and grant,
Shoes, goes, does. Now first say finger,
And then singer, ginger, linger,
Real, zeal, mauve, gauze, gouge and gauge,
Marriage, foliage, mirage, and age.
Query does not rhyme with very,
Nor does fury sound like bury.
Dost, lost, post and doth, cloth, loth.
Job, nob, bosom, transom, oath.
Though the differences seem little,
We say actual but victual.
Refer does not rhyme with deafer.
Foeffer does, and zephyr, heifer.
Mint, pint, senate and sedate;
Dull, bull, and George ate late.
Scenic, Arabic, Pacific,
Science, conscience, scientific.
Liberty, library, heave and heaven,
Rachel, ache, moustache, eleven.
We say hallowed, but allowed,
People, leopard, towed, but vowed.
Mark the differences, moreover,
Between mover, cover, clover;
Leeches, breeches, wise, precise,
Chalice, but police and lice;
Camel, constable, unstable,
Principle, disciple, label.
Petal, panel, and canal,
Wait, surprise, plait, promise, pal.
Worm and storm, chaise, chaos, chair,
Senator, spectator, mayor.
Tour, but our and succour, four.
Gas, alas, and Arkansas.
Sea, idea, Korea, area,
Psalm, Maria, but malaria.
Youth, south, southern, cleanse and clean.
Doctrine, turpentine, marine.
Compare alien with Italian,
Dandelion and battalion.
Sally with ally, yea, ye,
Eye, I, ay, aye, whey, and key.
Say aver, but ever, fever,
Neither, leisure, skein, deceiver.
Heron, granary, canary.
Crevice and device and aerie.
Face, but preface, not efface.
Phlegm, phlegmatic, ass, glass, bass.
Large, but target, gin, give, verging,
Ought, out, joust and scour, scourging.
Ear, but earn and wear and tear
Do not rhyme with here but ere.
Seven is right, but so is even,
Hyphen, roughen, nephew Stephen,
Monkey, donkey, Turk and jerk,
Ask, grasp, wasp, and cork and work.
Pronunciation (think of Psyche!)
Is a paling stout and spikey?
Won’t it make you lose your wits,
Writing groats and saying grits?
It’s a dark abyss or tunnel:
Strewn with stones, stowed, solace, gunwale,
Islington and Isle of Wight,
Housewife, verdict and indict.
Finally, which rhymes with enough,
Though, through, plough, or dough, or cough?
Hiccough has the sound of cup.
My advice is to give up!!!


Ah, e ignorem o concelho final ;)

Portuguese And I Know It





Que risada. Tristemente verídico e felizmente deveras engraçado. Que nos valha o bom humor português.

Bernardo Sassetti - R.I.P. :'(



Um dia infeliz para todos nós. Ontem pela tarde morreu Bernardo Sasseti, pianista e compositor, em Cascais. O mundo da música está hoje um pouco mais pobre e triste.

R.I.P. :(

Universidades admitem punir os estudantes mais pobres

As universidades tinham duas opções: exigir ao governo regras justas de igualdade no acesso ao ensino ou institucionalizar uma perseguição policial aos estudantes mais pobres. Parece que vão escolher a segunda.

Fonte 

Cada vez melhor...

Donos de Portugal

Donos de Portugal on Vimeo.


Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico. 
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base. Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.



Um documentário que parece ser deveras interessante. Vamos esperar por mais notícias e ver como sai o resultado final, e se terá tido influências dos powers that be na sua edição, ou se veremos uma versão pública e um director's cut distribuído no submundo.

ACTUALIZAÇÃO:
http://www.donosdeportugal.net/


irreal, isto deu na RTP2 às quinhentas da manhã!!!



Nostalgia



Ahhhh, as saudades deste grandes herois. Mas vão ter a sua história arruinada para as futuras gerações :"(

http://popwatch.ew.com/2012/03/19/michael-bay-teenage-mutant-ninja-turtles-aliens/?cnn=yes tanta petição na net e nenhuma para salvar este queridos répteis...

A greve 22 e os confrontos



"Os incidentes de hoje à tarde na baixa de Lisboa aconteceram entre manifestantes da Plataforma 15 de Outubro e a polícia. Um fotógrafo da Agência Lusa foi agredido. Foi levado para o Hospital de S. José com vários ferimentos na cabeça. Também a jornalista da Agência France Press Patrícia Melo Moreira foi agredida – e relata o que aconteceu."

A sério que não se percebe isto. Não estive lá, mas já me foi dito por quem lá esteve que mais uma vez foi uma atitude completamente fora do normal por parte das forças de segurança no local.

Actualização:

Vídeos do q se passou previamente:

https://www.facebook.com/photo.php?v=392604210750687
https://www.facebook.com/photo.php?v=316597478403416
http://expresso.sapo.pt/as-imagens-que-antecederam-a-carga-policial=f714083 (uma montagem. Pergunto-me como é que O Expresso usa algo como isto e dá como notícia)

Actualização:

Um relato de um dos jornalistas feridos - http://jsgphoto.blogspot.pt/2012/03/22-de-marco.html

Excerpto:
Por mais absurdo que possa ser o comunicado da PSP que refere que nós jornalistas devemos estar atrás da linha policial (provavelmente para apanhar a cara de quem leva e não a de quem bate, como diz o Francisco Paraíso hoje no CM), foi exactamente isso que eu tentei fazer porque me vi numa situação em que iria ser apanhado no meio da confusão sem sítio para escapar. Andei na direcção deles a dizer que era jornalista em voz alta e fiz sinal para que me deixassem passar para trás da linha que estavam a fazer e foi aí que me bateram pela primeira vez na cabeça e caí ao chão. O resto as imagens mostram como foi, sendo o resultado dois cortes na cabeça, 6 pontos, ombro, costas e joelhos amassados mas acima de tudo uma sensação de medo e impotência perante tudo o que estava a acontecer. A cara do polícia que me bateu era de raiva, até a língua estava a morder. Repeti não sei quantas vezes que era jornalista em pânico e nem assim ele parou, ainda deu com mais força. 

SOPA e PIPA

Em inglês mas acho q vale muito a pena ler e divulgar o mais possível.



You may have heard about two bills currently being debated in Congress: the misleadingly named Stop Online Piracy Act (or SOPA for short) and Protect IP Act (PIPA). We’re encouraged by the White House’s recent statement refusing to support parts of this legislation that inhibit innovation and take too broad strokes against website owners, but the legislation has not yet been reversed.
To spread the word, we’re including this blog post and a collection of content about SOPA and PIPA in every Stumbler’s stream and encouraging Internet users like you to contact their Members of Congress and tell them to not support these bills.
SOPA, which is currently being considered in the House, purports to protect “prosperity, creativity, entrepreneurship, and innovation by combating the theft of U.S. property.” But this bill, along with the Senate version called PIPA that’s being put up for a vote on January 24, would likely destroy much creativity fostered by the Internet. It could cripple not only StumbleUpon but also other companies that direct users to fantastic content and user-created material. That’s why we’re standing with Google, YouTube, Facebook, Yahoo, Twitter, Vimeo, Reddit, and many other companies and organizations in opposing this legislation. We believe the future of the Internet depends on this protest.
We at StumbleUpon know our service is only as good as the content available for us to recommend, and that means it’s critical for us that there be a vibrant ecosystem of original content. Thus, protecting artists, musicians, filmmakers and others who contribute to this ecosystem is vital. But we think SOPA takes an overbroad and destructive approach to addressing this problem.
PROTECT IP / SOPA Breaks The Internet from Fight for the Future on Vimeo.
The key problems with SOPA and PIPA, among many, is that these laws would place the burden of proof disproportionately on the alleged copyright violator, who could be anyone from a corporation to a brand new blogger, and introduce the potential for censorship on a federal level.

THE BURDEN OF PROOF PROBLEM

Under SOPA, copyright holders can simply send a notice alleging copyright infringement to payment processors, ad services and hosting providers that many of the most heavily trafficked web sites rely on, who in turn would have five days to suspend their services to the offending sites. Because the mandated response time will prevent these service providers from investigating the legitimacy of any such claim or fine-tuning their response to the allegedly offending page(s), and because these proposed laws would grant legal immunity (for example, from claims of business damage) to these service providers even if the original accusation turns out to be incorrect, they will likely shut off services to entire web sites altogether, effectively shutting down entire business operations. All of this can be done without a judge finding a web site guilty of a crime and without giving that site sufficient time to address the issue themselves. This wouldn’t just be detrimental to large companies, but would likely keep resource-constrained startups from getting off the ground or taking the kinds of risks that lead to innovation and experimentation.
The burden of proof is thus very low for the copyright holder making the claim against a web site or blog. Simply put, the responsibility is shifted disproportionately to the accused without placing enough accountability on the accuser. That’s antithetical to our system of law.
SOPA also drastically penalizes site owners and users who may unknowingly recommend content that may violate copyright. The act removes the “safe harbor” provision that gives companies like StumbleUpon enough notice and time to take action against an individual violating copyright infringement laws. Under the Digital Millennium Copyright Act (DMCA), passed in 1998, copyright owners must notify a company of supposed infringement and give the company 30 days to investigate and have the content removed. This act is working and its safe harbor provisions have been recently validated by the courts. SOPA would mark a sharp change from this current law, where site owners are protected from civil liability if they take down the content immediately after being notified. What’s more, under SOPA, unauthorized streaming of copyrighted content would be considered a felony, with a maximum penalty of five years in prison. Site owners would be at risk even if they briefly and unknowingly hosted copyrighted content.

CENSORSHIP AND A STIFLED INTERNET

Additionally, the bills give the attorney general the power to create a blacklist of sites to be blocked by Internet service providers, search engines, payment services, and advertising networks without a court hearing or a trial. This creates a dangerous precedent of the government controlling what we can and can’t see on the Internet. Instead of being an open dialogue of ideas and an information superhighway, the Internet could become a slow-moving, over-censored and bland space, with site owners scrambling to find the resources to keep authorities from shutting down their businesses. This stifled Internet would never foster social revolutions in the Arab world or create the fertile grounds for businesses like StumbleUpon to grow. Frankly, SOPA and PIPA would create a relationship between the government and the technology world that’s a huge step closer to China’s Great Firewall, a nationwide system of censorship.
Below are excellent videos, articles, and web pages explaining the dangers of SOPA and PIPA. We’ll be promoting these and other pages on StumbleUpon over the next several days to better inform people of the dangers of this proposed legislation. We urge you to contact your Member of Congress to insist that he or she stop this damaging legislation today. Currently 80 Senators support SOPA – far more than oppose it.

Source - http://www.stumbleupon.com/blog/why-were-against-sopa-and-pipa

Aquilo que não passa no telejornal

Nigel Farage no parlamento europeu - Fracasso do euro.



Mais uma intervenção:

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro



Um tanto ou quanto longo, mas não mal de todo.

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro

por Myriam Zaluar a Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011 às 12:35

Exmo Senhor Primeiro Ministro



Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.



Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.



Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.



Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.



Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...



Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.



Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.



Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...



Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.



Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.



Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro



e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus



Myriam Zaluar, 19/12/2011

A crise e os cachorro-quentes

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.

Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.

Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.

Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.

O negócio prosperava...

Os seus cachorros-quentes eram os melhores!

Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.

O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:

- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).

Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).

Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.

Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.

O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.

O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...'

Os Irredutíveis Madeirenses

Estamos no ano 2011 d.C. Todo o Portugal está ocupado pelas tropas da
troika. Todo? Não. Uma ilha povoada por irredutíveis madeirenses
resiste ainda e sempre ao invasor. E na Madeira a vida não é fácil
para os defensores da disciplina orçamental...

Efectivamente, os governantes da nova província do Império, o
procônsul Passus Cuniculus e o questor Victor Gasparius, andam
completamente desesperados para tentar submeter a ilha à austeridade
que impuseram no Continente. Mas os irredutíveis madeirenses resistem
sempre, comandados pelos seu chefe Jardinix, que já fez saber que não
vai entregar ao Continente ocupado os tributos cobrados na ilha, que
não vai despedir ninguém e que vai continuar a gastar como sempre fez.
O chefe Jardinix não se assusta com as ameaças vindas do Continente ou
da troika, dado que só tem medo de uma coisa: que o céu lhe caia em
cima da cabeça. E ele próprio costuma dizer que amanhã não será a
véspera desse dia.

Os irredutíveis madeirenses sentem-se felizes com o seu chefe.
Enquanto o Continente ocupado está sujeito à austeridade, eles podem
comer e beber bem e dar tabefes aos invasores. Não interessa que lhes
digam que estão a gastar de mais e que não têm dinheiro para tanto. Os
irredutíveis madeirenses aproveitam o tempo presente sem pensarem no
futuro. Eles sabem que esta estória acabará como todas as outras: com
um grande festim. E o rectângulo há-de pagar a conta.

por Luís Menezes Leitão, Publicado em 20 de Setembro de 2011 ( i on-line)

Adrenalina

O vídeo é longo, mas mostra uns feitos deveras incríveis, e mais importante a persistência até os conseguir fazer.

Remember remember...

...the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot...

Então estes caros "amigos" decidiram virar as atenções para o Facebook. Aqui fica uma, das muitas, notícias publicadas sobre o assunto - http://www.publico.pt/Tecnologia/colectivo-anonymous-quer-destruir-o-facebook_1506901


Resumidamente:

O grupo de cibercriminosos Anonymous, conhecido por lançar ataques virtuais contra a Sony e diversas outras plataformas online, declarou guerra à rede social número um em todo o mundo, através do ataque a que chamaram «Operação Destruir Facebook a 5 de Novembro».

Num vídeo divulgado, o grupo diz que vai «libertar as pessoas» da pior armadilha alguma vez criada no planeta, chamada Facebook. O Anonymous afirma que no fim das contas, as pessoas vão entender que é pelo seu bem-estar. Segundo o grupo de cibercriminosos, a rede social viola todos os direitos à privacidade, argumentando que a plataforma de Mark Zuckerberg está a vender a nossa informação pessoal e historial de navegação a companhias privadas e a agências governamentais de todo o mundo.«O Facebook sabe mais sobre vocês do que as vosssas famílias», diz a voz codificada no vídeo, afirmando ainda que «não é possível apagar a nossa conta no Facebook» e a nossa informação pessoal «fica no Facebook e pode ser consultada a qualquer altura».

Que acham!?